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Mostrando postagens de abril, 2026

O alívio imediato é a inexistência vital

O alívio imediato é a inexistência vital... e eu estou disposta a caminhar perto pra sentir este alívio latente. Ah, o que que tem? Não posso querer não sofrer mais? Acho que posso! Posso? Posso. Vou ficar aqui rodando e rondando este alívio imaginário que pode se tornar real. Quero que seja real! Quero que me dê o alívio que preciso. Quero.  Quero?  Quero. Mas o lance é que querer não é poder... alguém disse isso e todos tomaram como verdade absoluta.  E qual é a minha verdade? Eu acredito nesta verdade? Eu estou aqui de verdade? Não sei. Não sei o que é verdadeiro ou falso. Não sei o que, é.  Não sei... Sei que ainda almejo o alívio imediato e que estou cogitando estar disposta a me sacrificar por ele. Venha alívio! Venha! Você é bem vindo! Alívio, ainda estou aqui te esperando...

Os remendos

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Os remendos que tomo diariamente decidi parar. Decidi que não quero ser uma pessoa remendada mais. Decidi que quero ser inteira! Isso mesmo, inteiramente inteira. Os remendos estavam me transformando no Frankenstein que tanto abomino, e que é ridiculamente aceito como perfil de normalidade. Será este o começo da libertação que tanto almejo, que tanto procuro, que tanto imploro? Haha, é! A colcha de retalhos vai se transformar num lenços de um único fio. E isso é possível? Veremos.

A prisão da mente

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Tem um filme que me marcou, e fico me lembrando dele... não sei se você já ouviu sobre " O Escafandro e a borboleta"... não vou contar a história, mas o que me faz lembrar tanto dele é a semelhança que as vezes me encontro. As vezes me encontro presa na minha própria mente! As vezes fico presa por algumas horas... em outras passam dias e dias... As vezes é um regime fechadíssimo, e em outras fica entre aberto. As vezes surge uma janela!  ...Mas do lado de fora está nublado. Quando abre o sol a janela se fecha como que automaticamente. É como se existisse um sensor! É como se existissem um decreto! É como se eu estivesse condenada à prisão pra sempre ...! Não sei que crime cometi pra ficar encarcerada desta forma tão cruel! Não sei como cheguei a ser tão marginal que fui pega por algo que não fiz... Se eu fiz algo de errado, acho que foi tentando acertar.  Não acho que escolhi deliberadamente passar meus dias presa em minha mente. Talvez um dia essa muralha caia e ...

Sentir Palavras

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As palavras são nada menos do que um amontoado de pensamento expressados num suporte. Ah ha É! A escrita talvez me ajude a dar forma ao que tanto me machuca... a escrita vai externalizar o que chamam de sentimentos. E eu tenho sentimentos? Alguém disse que eu tenho, e por este motivo devo acreditar... Têm vezes que não sinto nada... e em outras sinto TUDO!! TUDO Sentir é algo individual e que não tem como medir. Minha "régua" não é universal, assim como a de ninguém.  Ninguém pode me medir! Ninguém pode dizer o quanto algo me afeta! Ninguém pode mensurar minha tristeza... Ninguém. Ninguém. E é nessa que as palavras vão dando forma, vão se amontoando no espaço tempo... vão sendo elas mesmas... vão sendo PA LA VRAS. Sinto que não vou conseguir suportar o peso de viver por muito tempo. Sinto as palavras mexendo comigo... Sinto. Sinto? Sim, sinto. É, eu sinto! Então tenho mesmo sentimentos... tenho palavras que expressam os sentimentos... sinto as palavras, e escrevo ...

A liberdade de querer

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Quero a liberdade que tanto me negam, quero ser livre pra escolher... quero escolher se quero viver... Quero escolher! A gente é meio que obrigado a viver né!? Se nasceu, então TEM que viver! E eu quero? Quero? Eu quero, mesmo? Eu queria querer? Eu tenho que querer? Haha, não tem resposta pra tudo isso aí! Não sei se quero ou desquero... O que sei é que não quero querer nada, e isso já é querer muito! Eu quero não querer, querendo ter que querer... Escolho não querer, querer! E eu posso escolher? Sou livre pra escolher? Não sei... É engraçado que tenho a liberdade limitada de ter que querer viver, e não tenho opção contrária que seja aceitável... Não é aceitável querer não viver!  Não aceitam... Não pode não querer viver! Eu só posso escolher entre viver e viver! FATO! Tenho que viver porquê querem que eu viva!  Tenho que viver! Tenho que viver? Tenho? O que sei que tenho, é que tenho dúvidas sobre o que tenho... e acabo verificando que não tenho nada! Quero a libe...

A vida como ela é!

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A brevidade da vida é o que parece mover as pessoas em ir atrás de seus objetivos. Não sei se é assim, mas ao que parece pode ser... Quero entender este mover das pessoas.  O mundo exterior a mim se movimenta em busca de razões para viver, para ser, para estar, para... algo. O que tanto move as pessoas?  Gostaria de saber... mas também não sei se quero saber. Se eu souber vai fazer eu querer viver? E eu quero viver? Tenho dúvidas sobre tudo. Minha vida é uma incógnita. Aliás, a vida é uma incógnita! Quero a tranquilidade de poder escolher se quero viver ou morrer. E que morrer seja uma opção tal qual viver! Me recordo de Clarice Lispector, que dizia que morria ao fim de escrever uma obra, mas que com uma nova poderia renascer. Será se não é assim? Será é preciso morrer em algum momento pra renascer?  E se a fênix for real? E se a gente precisa morrer pra surgir das cinzas ainda mais forte? E eu quero ser forte? Sei lá... Quero ser apenas eu mesma. Quero ser a ...

O que eu quero?

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O que eu quero não está disponível. Não por minha falta de querer, mas por impedimento terceiro. Quero a tranquilidade de escolher se quero viver ou ... Quero ser presente no agora, e estar. Quero muita coisa. Não posso ter essas coisas. Quando vou poder ter? Não tenho essa resposta, mas gostaria de ter. O fim do vazio é uma certeza do que quero em urgência. Mas não sei como concretizar, a não ser me permitindo a passagem da vida... Todos os dias penso nisso. E isso me consome. Isso. Isso. O eu quero e o eu posso entram em conflito, pois logo me vem em mente o que é moralmente aceito e o que não é.  E eu posso viver o que quero? Não sei se posso. Quero poder.

Subliminar

Ando pensando muito sobre como o mundo... sobre como as pessoas andam... sobre como eu ando. Mas não tenho encontrado respostas, não que esteja fazendo perguntas incisivas, mas questionamentos relevantes... O que antes era normal, hoje está totalmente oposto. Ria para tudo com o coração. Agora é riso de desespero. Trabalhava por ter um sentido em desempenhar a função. Agora é pra ocupar o tempo e a mente. Então tudo se transformou. Tudo mudou. Mas ao mesmo tempo, tudo está igual. Estava feliz e não sabia. Agora a tristeza me domina e estou consciente.  Imagino se poderia mudar este destino, sendo ele tão certeiro. Muitos pensamentos me invadem e me corroem. Muitas ideias vazias. Instinto de sobrevivência é inexistente neste momento. Não posso continuar com essa falácia que chamo de vida. Estou na beira do precipício que grita meu nome. Nos dias que se passam a altura do grito aumenta. Tormentos e tormentos... Eu quero a tranquilidade de um dia comum.

Me falaram...

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Me falaram que não tenho culpa das violências que sofri.  Me falaram que é enraizado esta falta de fé em si mesma, por ser negra e marginalizada. Me falaram que sou forte. Me falaram que sou resiliente. Me falaram que eu posso. Me falaram... Também me falaram que eu não vou progredir. Falaram que eu deveria desistir pois não vale a pena o esforço.  Falaram que eu não tenho inteligência suficiente pra estar onde estou. Falaram que eu não sou importante.  Falaram que eu não faço falta. Falaram que eu deveria sumir... E eu? Eu tenho a tendência a acreditar nestas últimas coisas que me falaram, pois me parecem mais verdadeiras que as primeiras. As primeiras me soam falsas e repletas de credos inconsistentes.  Penso muito no que me falaram. E este pensar cansa. Estou cansada de ouvir me falarem coisas.

Rosilda lembra de sua conversa com a psiquiatra

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Em uma das consultas ela (a psiquiatra) me sugeriu que escrevesse as pequenas alegrias e momentos em que me sentia bem. Achei uma petulância sem igual! Como posso me contentar com migalha?! Como posso aceitar que uma hora feliz é melhor que nenhuma?! Aí alguém diz... "mas ninguém está bem o tempo todo...". E quando que normalizamos o sofrimento? Quer dizer que eu não posso querer ficar bem em mais tempo do que me sentindo mal? Será se a vida é isso mesmo? Quando foi que assinei esse contrato que me deixou em maus lençóis? Não lembro. Gostaria de me lembrar do dia que tudo mudou. Gostaria de lembrar. Queria lembrar. Quero lembrar. Como que lembra? Sinto que se comemorar as pequenas alegrias estarei me traindo e fazendo exatamente o que o sistema quer. E eu quero isso? Não sei. As palavras são tantas... porém vazias de sentido.  Será se algum dia vou ver sentido na vida? Será se algum dia vou querer viver e deixar de existir? Será? Será? SERÁ? não sei... O que sei é...

Questões da vida de Rosilda

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  Em busca de descobrir o que me motiva a viver, estive visitando minhas memórias através das fotografias... cheguei a conclusão que me perdi em algum momento de quem sou, e não percebi que segui com um corpo com a essência perdida. Escrevo para tentar explorar nas palavras algum sentido no que ando sentindo. Sinto algo que não tenho vocabulários capaz de descrever. Existe um vazio.  Me questiono sobre a finalidade da vida e o que me motiva estar aqui e agora. Não tenho resposta. O silêncio me invade, assim como um barulho ensurdecedor de vozes que ecoam na minha cabeça.  Perdi o controle em deixar as pernas e mãos quietas. É uma forma de aliviar a tensão e ansiedade que me atravessa. O vazio é real. Como me livrar dele? Como que preenche? Como que convive com ele? A mesma resposta tenho para as três perguntas: Não sei. Essa falta de conhecimento me corrói. Não saber é muito doloroso. Não sei como cheguei neste ponto de tanta insatisfação com a vida. E não sei...

O dia que tudo mudou...

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O dia em que tudo mudou... Será se foi no dia que um estranho se masturbou e ejaculou em mim no ônibus quando eu era adolescente? Ou será que foi quando questionaram minha inteligência, como se eu tivesse a obrigação de saber o que não me foi ensinado? Ou foi quando me podaram quando eu fui expressiva, e falaram que meninas não são assim? Foi quando me perguntaram se meu cabelo era do tipo A ou tipo B?  Aí descobri depois que o tipo A era assolan e o tipo B bombril.  Será se foi quando eu manifestei minha opinião e falaram que não posso responder os mais velhos? Será se foi quando me perguntaram se eu cantava bem só pelo fato de ser negra? Será se é pelo fato de ter nascido uma mulher negra? Foi por eu ter nascido? Foi quando eu estava sendo formada no ventre de minha mãe que o curso da minha história mudou? Não tenho nenhuma dessas respostas.  E isto me dói.  Sim, me traz angústia não saber. Se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo, será se faria ...